A amizade sempre rende grandes histórias na ficção. É fácil entender porque: todo mundo tem amigos queridos, pessoas que fazem parte de sua vida há algum tempo (muito ou pouco, não importa) e que te conhecem bem, te apoiam e estão perto nos momentos bons e ruins. E amigos são divertidos, são as pessoas com quem a gente pode se soltar pra falar e fazer bobagens. Apesar do título e do tema, “A Good Old Fashioned Orgy” é basicamente um filme sobre a amizade. E um filme muito melhor do que eu esperava!
O longa conta a história de Eric, um cara de 30 e poucos anos que reúne os velhos amigos de escola durante os verões em sua casa para festas memoráveis. Mas o pai dele resolve vender a casa, a turma fica arrasada e resolve fazer uma festa inesquecível para a “despedida” do local: uma orgia. Na turma são apenas dois casais – e algumas histórias mal resolvidas – e claro que nem todo mundo aceita a ideia de cara. Mas algumas coisas vão acontecendo, e no final das contas todo mundo topa a aventura. E aí começa a preparação para a festa.
Mas como deixar de lado toda a história que você tem com seus amigos e ir para a cama com eles de maneira despreocupada? Como lidar com suas inibições e limites corporais? Todas as questões que certamente passariam pela nossa cabeça em uma situação dessas são bem exploradas pelo filme. E, mesmo sendo uma comédia, é tudo tratado com muita delicadeza. No final das contas, o roteiro explora muito mais o amor fraterno entre amigos que são quase irmãos do que o sexo propriamente dito. Apesar dos momentos safadinhos, o filme foi muito feliz em andar sobre o delicado limite entre a sacanagem e a naturalidade do sexo sem nunca descambar para a baixaria.
“A Good Old Fashioned Orgy”, que não foi lançado no Brasil, tem um elenco muito bacana e competente pra contar essa história. Jason Sudekis, que algumas de vocês podem reconhecer do Saturday Night Live, está surpreendentemente charmoso como Eric. Ainda temos várias carinhas conhecidas das séries de TV: Lake Bell, Leslie Bibb, Tyler Labine, Martin Starr… é daqueles filmes que a gente assiste e fica apontando para a televisão “olha, aquele cara daquele filme!”. Enfim, o filme inteiro é positivamente surpreendente. Uma daquelas histórias que a gente assiste e fica feliz! Recomendo!