Segunda do Cinema: A Invenção de Hugo Cabret

hugo

Sábado de Carnaval, um calor danado, o que a gente faz? Vai pro cinema, claro, que lá é bem fresquinho. E dessa vez fui conferir um filme que estava ansiosa desde a primeira vez que vi o trailer há meses, “A Invenção de Hugo Cabret”. Quem vê as fotos e lê a sinopse pode imaginar que se trata de um filme infantil, mas não é bem assim. É um filme para quem ama o cinema, para quem gosta de boas histórias e perde o fôlego com belas imagens. O filme é tão inebriante, visualmente falando, que eu já estava com os olhos cheios d’água no começo da exibição. Pura poesia.

Inspirado no livro de mesmo título, “Hugo” conta a história de um órfão que vive em uma estação de trem, ajustando os relógios e tentando terminar a obra do falecido pai (Jude Law mostrando que o tempo, infelizmente, pode ser meio cruel com algumas pessoas). O universo da estação de trem é espetacular, e Hugo assiste a tudo de camarote: o inspetor da estação apaixonado pela florista, a dona do café e o cliente apaixonado, o livreiro que doa obras para todo mundo e principalmente, o senhor George e sua afilhada Isabelle, que trabalham na loja de brinquedos. Tudo tão lindo que a gente nem se importa de todo mundo falar inglês com sotaque britânico em plena Paris.

A história muda quando George pega um diário que era do pai de Hugo, e esse passa a contar com a ajuda de Isabelle para desvendar os segredos por trás do autômato interminado que foi resgatado de um museu. Ao longo da investigação somos apresentados a histórias maravilhosas e a um personagem importantíssimo da história do cinema – se você teve aulas de história ou teoria do cinema na faculdade, certamente vai dizer “hey, eu conheço!”. Não vou contar mais para não estragar a surpresa, porque eu quero que todo mundo vá conferir e ser feliz!

Além do roteiro maravilhoso e da direção sempre inspirada de Martin Scorcese, “Hugo” também conta com boas atuações de Ben Kingsley e Sacha Baron Cohen (sim, o Borat, em um papel um pouco mais sério mas que ainda faz rir). O menino que interpreta Hugo, Asa Butterfield, fica devendo no quesito interpretação, mas não chega a comprometer o resultado final. É um filme para sair do cinema e agradecer aos céus pelos irmãos Moliére, que não viam futuro na sétima arte, terem errado em suas previsões. Como eu falei antes, não é um programa para crianças: a trama pode ser deveras complicada em alguns pontos, e até mesmo entediante para os pequenos. “A Invenção de Hugo Cabret” é um filme para as crianças de coração que ainda se maravilham e se emocionam com a arte. Essas sim, sairão do cinema completamente satisfeitas.

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  • http://www.rosebudeotreno.com/ Anderson

    Também estou apaixonado por esse filme. Chorei bastante também. Achei o Asa Butterfield tão bem… E o que é aquela direção de arte? Além de ter redimido o 3D. Líndíssimo!

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    giseleramos Reply:

    Oi querido!

    Pois é, geralmente eu não gosto de filmes 3D, mas no caso de Hugo Cabret recomendei para as amigas assistirem de óculos sem medo! Sobre o Asa, até dei um desconto por ele ser criança, mas descobri que ele tem 14 anos! Ele convenceu como o personagem, mas em alguns momentos muito específicos ele não soube expressar as emoções muito bem. Foram pequenos detalhes que eu captei, coisa de gente que presta atenção em detalhes bobos!

    Beijo!

    Responda

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