Burlesque: cinema mulherzinha, coberto de glitter

Burlesque
Não sou fã número um de musicais, mas quando fiquei sabendo de Burlesque jurei que seria a primeira na fila do cinema para conferir a estreia de Christina Aguilera na telona. Também não sou fã da moça, mas adoooro a diva Cher e acho todo esse lance burlesco muito fino. Buenas, eu não fui a primeira na fila do cinema, mas consegui conferir o filme no final de semana de estreia, e corri aqui pra contar tudo pra vocês. Quer dizer, não conto tudo, porque aí tira toda a graça, né? Mas é sempre bom ler uma opinião sobre um filme antes de conferir.

Em resumo: se você quer ver um filme cabeça, esqueça. Vá na locadora tirar um filme do Abbas Kiorastami e seja feliz. Se você quer um filme original, passe longe também. Burlesque é filme para as massas, filme para desligar o cérebro durante duas horas e sair do cinema feliz. E batendo os pezinhos, claro. O roteiro segue aquela máxima do futebol, “em time que está ganhando não se mexe”: não tem absolutamente uma cena surpreendente, um movimento ousado. É possível prever tudo o que vai acontecer desde os primeiros minutos.

A história é clássica: mocinha do interior (que perucão era aquele, Xtina?) cansa da vida sem graça vai para Los Angeles atrás da fama, chega em um clube e pega uma bandeja para trabalhar como garçonete, até que um dia substitui uma cantora e … claro que ela tem uma mentora, uma antagonista, um interesse amoroso, uma guei amiga alfinetando o tempo inteiro… Se Joseph Campbell escrevesse a jornada da heroína moderna, seria essa com certeza.

Mas nem a tempestade de clichês tira a graça do filme. A graça são os figurinos brilhantes, os Louboutins que desempenham papel importante na trama, os números musicais deliciosos, os cenários espetaculares. A minha drag queen interior se emocionou com a interpretação das meninas para “Diamonds are a girl best friend”. Quando Cher, que estava há 14 anos sem filmar, canta, é de arrepiar. E os números musicais são bem colocados, nada daquela história da pessoa começar a cantar quando está na fila do banco. Acho isso importante. Só não entendi porque a diva Dita Von Teese, rainha do burlesco,  não deu as caras no filme. Falha im-per-do-á-vel.

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