Na última segunda-feira fui ao Centro de Porto Alegre para dar cabo daquelas tarefas corriqueiras que a vida adulta requer. Claro que não deixaria espiar as lojas de cosméticos para conferir as novidades.
Em Porto Alegre, casas que vendiam produtos que antes eram de domínio exclusivo das profissionais de beleza, cresceram e se multiplicaram diante da procura direta da mulherada pelos cosméticos. Além de mais informação, o poder aquisitivo de muitas dessas mulheres melhorou, reflexo da transformação econômica que ocorreu no país. As empresas de beleza se esmeram para oferecer produtos variados e de qualidade e para a diversidade da consumidora brasileira.
Mas infelizmente não vemos o mesmo empenho nas lojas que vendem cosméticos. Tenho encontrado muita, muita vendedora sem o menor preparo e totalmente desinteressada em fazer um bom atendimento. E o mais grave, estão completamente desinformadas a respeito de cosméticos e novidades na área da beleza.

Só nesta segunda passei por duas situações que ilustram isso muito bem. Na Belshop, na Rua dos Andradas, parei para comprar o desejado esmalte Cascais, da Dote. Ouvi outra cliente perguntar a duas atendentes se eles tinham o esmalte que a Maitê Proença usa na novela Passione. As vendedoras se olharam e disseram não ter ideia do que ela estava falando. Deixaram a moça falando sozinha com um vidro de esmalte na mão.
Eu, que também não sabia qual era o esmalte (a Lara mostrou qual é o esmalte lá no blog dela), perguntei se ela não lembrava como era a cor, tentaria dar uma dica. Conforme ela explicou, me pareceu ser algum tipo de nude. Expliquei o que era o tal nude, mostrei o que tinha ali e as opções mais baratas. Ela me agradeceu muito pelas dicas e acabou levando DOIS esmaltes.
Já na Coprobel da Rua Riachuelo, loja que compro muito e visito sempre que posso devido ao preço ótimo e a variedade de produtos, resolvi perguntar para uma atendente que arrumava a prateleira dos esmaltes se ela tinha informação sobre a partir de quando chegariam a Porto Alegre os esmaltes holográficos. Ela fez cara de “hein?” e me perguntou: “Moça, desculpa a ignorância, mas eu não sei o que é isso”. Comecei a explicar e ela respondeu que não tinha ideia. Rapidamente me deu as costas. Tenho que fazer uma ressalva, nessa mesma loja uma ourta atendente da área de maquigem me apresentou uma linha de make fluor de forma competente e simpática, mesmo eu tendo dito a ela que não teria coragem de usar batom verde limão ou a sombra laranja.
Essa não é a primeira vez que isto me acontece, em outras lojas já recebi o mesmo tipo de tratamento. Isso ocorre com vocês, leitoras de outras cidade do país?
Me pergunto onde é que está o erro. No comércio, que não prepara as vendedoras e não se importa em atualizá-las sobre um mercado que cresce de forma tão dinâmica, ou se está nas profissionais que não se interessam em saber o que está acontecendo na sua área.
É exatamente esta postura que nos faz sonhar com casas especializadas em beleza, como a Sephora, que além de oferecer uma gama variada de produtos, também conta com atendimento super bacana. A loja se torna convidativa e dificilmente se sai de lá com as mãos vazias. Deixo às lojas a recomendação de que atentem mais ao atendimento e aos desejos das consumidoras, atualizem a sua funcionária. É ela que vai garantir o retorno da cliente.

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Ane Meira Reply:
September 3rd, 2010 at 00:24
Bah, a fichinha me irrita de uma forma…
Beijos, Ci!
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