Não mexa, não toque nesse meu cabelo

Para Sansão, representava a sua força física. Para Medusa, o poder. Hoje, para as mulheres mortais, uma parte importante da personalidade.  Sentar na cadeira do cabeleireiro é quase uma terapia. E há quem não poupe dinheiro para deixar a cabeleira bem tratada – lisa, colorida, sedosa.

O amor por cabelos não se restringe a mulheres. Homens morrem de medo de ficarem carecas – taí o Michel do BBB que não nos deixa mentir.

Mas entre todas as mulher, que amam e cuidam de seus cabelos, há um subgrupo passional, quase xiita: as mulheres de cabelos compridos.

Vendo as transformações do Esquadrão da Moda, programa do SBT, a reação destas mulheres é quase sempre a mesma: lágrimas e mais lágrimas na hora de cortar as medeixas.

Camila em uma das cenas mais emblemáticas da televisão brasileira

Eu mesma já chorei, quando no início da adolescência, minha mãe praticamente me obrigou a cortar meus cabelos. E olha que nem foi tanto assim. Mas me sentia dando adeus a uma parte de mim. Parte importante.

Homens e até mesmo mulheres que usam os cabelos mais curtos podem achar fiasco o choro das cabeludas. Mas juro que não é. Psicologicamente deve ter sim uma explicação. Mas vou entrar apenas nos fatos:

Meninas deixam seus cabelos crescerem, para nos 15 anos ostentarem sua juba até a cintura, na tal festa onde debutará (old school, eu sei, mais ainda tem muita destas festas por aí).

Logo após o momento, a maioria delas corre para o cabeleireiro, onde fazem a transformação:  deixam os cabelos longos para trás.

Mercedes, personagem de Lilian Cabral, corre para o cabeleireiro quando se separa

O cabelo faz as vias de turnig point. Ele marca o desejo de transformação.  E depois disso, sempre que a mulher quiser  mudar sua vida, virar o jogo mesmo, ela vai usar o cabelo como objeto para que isso aconteça.

Mesmo que, no dia seguinte ao corte, ela diga que “agora eu vou deixar crescer”, aquele corte de cabelo significou muito mais que apenas um corte.

Então, se você ver uma mulher que normalmente não tira mais que um dedo das pontas aparecer com o comprimento consideravelmente mais curto e feliz com isso pode apostar, está acontecendo uma transformação, e será de arrasar!

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  • http://www.twitter.com/marlagass Marla Gass

    Guriaaaas, é incrível a força que um corte de cabelo tem na vida da gente. Vou contar um case, tá.
    Em novembro de 2008, nasceu a minha filhota. Eu estava com um cabelão comprido e assim fiquei porque era mais ´facil: qualquer coisa, dava um nó no cabelo e pronto.
    Com o passar dos meses, aquele cabelo ficou em desacordo com a minha personalidade – e com todas as mudanças internas que ocorrem quando a gente é mãe.
    Aí, nas férias desse verão 2010, vi uma foto numa revista e bati o martelo: é esse o cabelo que eu quero. Marquei o salão para o dia seguinte. E cortei. Mas cortei mesmo: estavam quase na cintura, fiacram acima dos ombros, nem dava pra prender.
    E eu fiquei satisfeitíssima! Até as roupas mudaram para se adequar a essa nova mulher que começou a nascer em novembro de 2008 e desabrochou de vez agora.
    Teria feito antes? Não, precisava desse tempo. Cortar o cabelo foi mais do que uma mudança no visual, foi uma mudança de estilo.

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  • Pingback: Blogueira transformada (e dica de salão) | Dicas de Moda

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  • Gleice

    Eu corto MUITO o cabelo e deixo crescer até ficar grande de novo… mas dá uma dor no coração. HUAHUA

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